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Teste: Renault Kwid Outsider - Forma e função

27/05/2019 08:02  - Fotos: Eduardo Rocha e Divulgação
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Teste: Renault Kwid Outsider - Forma e função

Renault capricha no visual aventureiro do Kwid Outsider para deixar o subcompacto mais atraente

 

 

por Eduardo Rocha

Auto Press

 

O Renault Kwid cumpriu muito bem sua primeira missão: ocupou um posto entre os dez modelos mais vendidos – está em sexto lugar ‑ e ampliou bastante a fatia da marca no mercado brasileiro – briga pelo quarto lugar com Toyota, Ford e Hyundai, com 8,7% de participação. Agora o subcompacto tem um novo objetivo: aumentar a lucratividade da linha montada em São José dos Pinhais, no Paraná. Para isso, o caminho mais usual para um fabricante é criar versões mais sofisticadas com visual mais elaborado. E, claro, preços mais altos. A versão Outsider cumpre todos estes requisitos.

 

 

O Kwid Outsider chega por exatos R$ 43.990, R$ 2 mil a mais que a até aqui topo de linha Intense. Em relação a equipamentos e recursos, as duas versões trazem exatamente o mesmo conteúdo: ar-condicionado, direção elétrica, sistema multimídia com conexão com Apple CarPlay e Android Auto, vidros dianteiros, travas e espelhos elétricos, farol de neblina, câmara de ré e rodas de liga leve. De série, toda a linha Kwid traz quatro airbags.

 

 

A diferença da versão Outsider está concentrada no visual. Ela traz rodas na cor preta – na Intense é em cinza chumbo ‑ barras no teto, protetores nas laterais e nas bordas das caixas de rodas e protetores sob os para-choques, chamados de skis pela Renault. O Kwid Outsider ganha ainda no interior alguns detalhes na cor laranja no volante, nos bancos, no câmbio e nos painéis das portas. A ideia foi dar um toque mais jovem ao modelo.

 

 

Apesar do visual aventureiro, suspensão, rodas e pneus tem exatamente as mesmas dimensões da versão Intense, que é mais “refinada”. A Renault garante que a altura livre para o solo do modelo normal, de 18 cm, já era suficiente para permitir que o Kwid trafegasse com naturalidade em trechos irregulares. A parte mecânica também é igual à do restante da linha. Sob o capô, o Kwid traz o motor 1.0 SCe de três cilindros e 12 válvulas, capaz de gerar 66/70 cv e 9,4/9,8 kgfm de torque com gasolina/etanol.

 

 

Desde que retomou a produção a pleno, após solucionar alguns problemas iniciais que provocaram três recalls, o Kwid vem apresentando vendas crescentes. A média de vendas mensais foi de 4.500 unidades em 2017, 5.800 em 2018 e está passando das 6 mil unidades em 2019. Com a chegada do Kwid Outsider, é bem provável que o subcompacto possa galgar mais alguns postos no ranking de vendas no Brasil.

 

Primeiras impressões


Trilha urbana


São Paulo/SP – A Renault definiu um trajeto por ruas da região do Jardins, com trânsito intenso, para o test-drive do pequeno Kwid Outsider. Na conjugação de baixa velocidade com ruas com pavimento de razoável qualidade, o subcompacto até que se saiu bem. O câmbio manual, bastante acionado no para-e-anda paulistano, se mostrou dócil, com engates agradáveis. A suspensão filtrou de forma eficiente as irregularidades do asfalto e a direção elétrica manteve sempre boa comunicação com as rodas.

 

 

O que também funcionou bem foi a central multimídia, que estava plugada a um celular com sistema Android e exibia sem maiores “delays” o roteiro indicado. O ar-condicionado gelou bem o pequeno habitáculo e a sensação a bordo só não foi melhor por conta do fraco isolamento acústico do modelo. Apesar de seus enxutos 3,68 de comprimento, o Kwid oferece um espaço interno aceitável para o segmento, em que briga com Volkswagen Up e Fiat Mobi.

 

 

Nas ocasiões em que se podia explorar um pouco mais o motor, ficou constatado que o Kwid é realmente um animal urbano. O fôlego nas acelerações é curto e basta deixar o giro cair um pouco para faltar potência. Mesmo sendo um carro leve – a versão Outsider pesa apenas 806 kg –, a relação peso/potência de 11,5 kg/cv é apenas suficiente para movimentar o carrinho de forma digna. A Renault indica uma carga máxima de 375 kg, mas chegar a esse limite é uma temeridade. Para dar uma ideia de como o peso afeta a performance do modelo, basta comparar com o Kwid Life, que é 48 kg mais leve. Só isso faz a versão Life percorrer um quilômetro a mais por litro que a Outsider e obteve índice A no geral, segundo o InMetro. A nova versão fica com 9,3/10 km/l na cidade e 13,8/14,4 km/l na estrada com etanol/gasolina, com índice B no geral.

 

 

 

TRÂNSITO LIVRE

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