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Teste: Jeep Renegade Trailhawk 4X4 - Ação e reação

08/04/2019 02:00  - Fotos: Jorge Rodrigues Jorge/Carta Z Notícias
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Mudanças no Jeep Renegade Trailhawk 2019 foram sutis, mas deram resultado


por Eduardo rocha
Auto Press

As mudanças no Jeep Renegade para 2019 foram pequenas, mas surtiram bastante efeito. No face-lift promovido no final do ano passado, o modelo recebeu alterações estéticas leves, como para-choque modificado para melhorar o ângulo de ataque e a nova grade com aberturas maiores e frisos mais finos, que embutiu um pouco mais os faróis sob a borda do capô. Mais que isso, apenas a maçaneta da tampa traseira, que ficou aparente, e uma redistribuição dos conteúdos entre as versões. Apesar de discreta, a renovação deu um bom impulso nas vendas do utilitário. O Renegade pulou da média de 3.900 emplacamentos em 2018 para 4.700 unidades mensais nos dois primeiros meses de 2019. Este incremento de 20% nas vendas levaram o modelo a assumir o primeiro lugar no ranking de SUVs, posto ocupado nos últimos dois anos por outro produto da Jeep, o Compass. Na estratégia de vendas da Jeep, a versão Trailhawk tem a função de modelo de imagem.

No caso de um “SUV de raiz”, isso significa dizer que a Trailhawk é a versão mais extrema da linha. Ela aparece sempre equipada com o eficiente propulsor turbodiesel 2.0 litros, capaz de gerar a potência de 170 cv a 3.750 giros e o brutal torque de 35,7 kgfm a apenas 1.750 rpm. Ele é gerenciado por um câmbio de 9 marchas e dispõe sempre do sistema de tração bastante versátil, com engates 4X2, 4X4, 4X4 reduzida e 4X4 com bloqueio do diferencial. Além disso, possui um sistema de seleção de terrenos, chamado de Jeep Active Control, como modos para neve, areia, lama e pedra e ainda um modo automático. Cada um deles altera a resposta do motor e do câmbio de acordo com o terreno selecionado. No modo auto, o sistema alterna a tração entre 4X2 e 4X4 de acordo com a demanda. No asfalto, por exemplo, a potência é direcionada apenas para as rodas dianteiras, para reduzir o consumo de combustível.

A versão Trailhawk tem ainda outros detalhes que melhoram o desempenho off-road. Caso da suspensão off-road, que deixa o modelo mais elevado em relação ao solo – para de 20,5 cm para 21,2 cm, o que eleva a capacidade de submersão para 48 cm. Outra diferença dessa versão é o desenho da parte inferior do para-choque dianteiro, que amplia o ângulo de entrada de 27º para 30º. Outros recursos, comuns a toda linha Renegade, também ajuda no fora-de-estrada, como a plataforma Small Wide de alta rigidez e a suspensão independente, tipo McPherson, nas quatro rodas.

Como tem a função de topo de gama, o Renegade Trailhawk traz de série tudo de melhor que o modelo pode oferecer. A lista é grande. Os principais itens são sensor de luminosidade e de chuva, faróis de led, sete airbags, revestimento parcialmente em couro nos bancos, ar-condicionado automático duplo, chave presencial para travas das portas e ignição, sistema multimídia com tela sensível ao toque de 8.4 polegadas com GPS, comando de voz via Android Auto ou Apple CarPlay, Como opcional, apenas pintura metálica ou perolizada, que custam respectivamente R$ 1.630 e R$ 2.300, e teto solar panorâmico, que acrescenta R$ 8.140 à conta básica, que já é um tanto salgada: R$ 139.990. Efeito colateral de ser uma versão de imagem.

 

Ponto a ponto

Desempenho – Os 170 cv do motor 2.0 turbodiesel animam com sobras o SUV compacto da Jeep. Mas o melhor mesmo é o torque, de 35,7 kgfm. Ao mesmo tempo que fornece acelerações e retomadas vigorosas quando se estica as marchas, em baixos giros transforma o Renegade em um tratorzinho. Com os sistemas de tração, com reduzida e bloqueio, o jipinho se torna capaz de enfrentar um off-road com muita destreza. O câmbio automático de nove velocidades é suave e explora bem os recursos do propulsor. A aceleração de zero a 100 km/h em 9,9 segundos mostra que ele é bom também de asfalto. Nota 9.

 

Estabilidade – A suspensão independente nas quatro rodas controla muito bem os 1.600 kg do Renegade. E não deixa a carroceria rolar, apenas de seu 1,72 metro de altura. A sensação é que o carro está sempre na mão. O SUV tem todas as salva-guardas eletrônicas, como controle de estabilidade, tração, de reboque e sistema anticapotamento, mas só são chamados à ação numa condução abusiva. Nota 8.

 

Interatividade – O modelo traz um volante multifuncional bem abrangente e todos os comandos no console, onde se concentram os sistemas de tração, são de fácil entendimento. A central multimídia, com uma tela maior e com comando vocal, facilitou a interface. As borboletas no volante para troca de marchas permitem explorar bem a esportividade do modelo. Nota 8.

 

Consumo – No programa de etiquetagem do InMetro, o Jeep Renegade Trailhawk obteve índices C na categoria de fora-de-estrada e D no geral, com médias de 9,4 km/l na cidade e 11,5 km/l na estrada. Nota 6.

 

Conforto – O motor Multijet do Renegade foi desenvolvido para carros de passeio. Por isso, tem funcionamento suave, com baixo nível de vibração. E suspensão independente nas quatro rodas tem amplo curso e consegue filtrar bastante as irregularidades. Por isso, a vida a borda é agradável. Os bancos são ergonômicos e os passageiros da frente disfrutam de bom espaço para pernas e cabeça. Já o espaço transversal do habitáculo não é dos mais generosos. Por isso, apenas dois passageiros viagem com conforto atrás. Nota 8.

 

Tecnologia – O Renegade Trailhawk é bem completo e traz vários recursos de segurança, além dos obrigatórios ABS e airbag frontal. A pesada plataforma é resistente e tem ótima rigidez torcional. O motor é bem moderno e o sistema de tração é sofisticado. Nestes aspectos, o SUV compacto da Jeep é bem mais completo que os rivais da categoria. Nota 9.

 

Habitabilidade – O Renegade tem diversos guarda-volumes para o uso cotidiano. Os ajustes elétricos de altura e lombar do banco e as regulagens de altura e profundidade do volante permitem que o motorista encontre rapidamente a melhor posição de dirigir. O entrar e sair do veículo são fáceis devido à altura do modelo e o sistema de chave presencial facilita a vida. O porta-malas, por outro lado, é pequeno como o de um hatch compacto: apenas 260 litros. Nota 8.

 

Acabamento – O interior do Renegade tem materiais de boa qualidade e mistura de forma bem dosada plásticos emborrachados e rígidos. O conceito tenta passa a ideia de robustez para reforçar a vocação do modelo. Os detalhes em vermelho nas costuras dos bancos, saídas de ar, caixas de som, no câmbio e em alguns guarda-volumes emprestam certa sofisticação. Detalhes como mapas em baixo relevo no console ou pequenos desenhos de jipes no para-brisa e moldura dos faróis, por exemplo, dá um charme a mais ao modelo. Nota 8. 

 

Design – O desenho do Jeep Renegade mistura linhas clássicas da marca com um visual moderno e muito bem resolvido. Ele tem porte e presença como um verdadeiro fora-de-estrada. Passa muito bem as ideias de robustez e despojamento. Nota 9.

 

Custo/benefício – A versão Trailhawk parte dos R$ 139.990 e só tem como opcionais a pintura e o teto solar panorâmico – que elevam o preço para até R$ 150.340. A rigor, o Renegade não tem um concorrente direto, pois todos os SUVs compactos do mercado são, na verdade, crossovers, modelos derivados de carros de passeio que se comportam melhor no asfalto. Nenhum outro também oferece motorização diesel, que teoricamente encarece o modelo em R$ 28 mil. Como trata-se de um carro de imagem, o custo/benefício não é uma preocupação primordial. Nota 6.

 

Total – O Jeep Renegade Trailhawk somou 79 pontos em 100 possíveis.

 

Impressões ao dirigir

O melhor de dois mundos

O Jeep Renegade passeia em uma trilha exclusiva no mercado brasileiro. Trata-se de um modelo com real capacidade off-road mas que, diferentemente de jipões “queixo-duro”, consegue oferecer qualidade de vida para o uso no dia a dia. No caso da versão Trailhawk, essas duas características são levadas ao extremo. Por um lado, tem motor diesel e sistema de tração robusto e completo. Por outro, tem todos os equipamentos que um SUV compacto mais luxuoso oferece.

A plataforma, projetada para ser robusta, se combina com a suspensão independente nas quatro rodas. Com isso, a dinâmica do modelo é suave e muito determinada. A comunicação entre rodas e direção é muito boa e o câmbio se entende perfeitamente com o propulsor. Nas acelerações, não há buracos ou indefinições. As acelerações são incisivas e o zero a 100 km/h em menos de 10 segundos é bastante respeitável para um carro com motor 2.0 e mais de 1.600 kg. Já em baixa velocidade, o Renegade oferece um comportamento extremamente agradável. O torque generoso aparece na plenitude a apenas 1.750 giros e o modelo instiga uma condução tranquila.

A versão Trailhawk traz diversos recursos de segurança e de conectividade, normais de se encontrar em modelos de topo, mas não há luxo ou requinte. A nova tela da central multimídia e os comandos de voz ajudam na interação com o carro. Trata-se, porém, de um modelo compacto, por isso, o espaço interno é limitado, principalmente para quem vai atrás.  A ideia geral é manter um ar de despojamento, bem no estilo aventureiro. E a sensação é que se consegue levar o Renegade em qualquer lugar.

 

Ficha técnica

Jeep Renegade Trailhawk

Motor: Diesel, dianteiro, transversal, 1.956 cm³, turbo, quatro cilindros em linha e quatro válvulas por cilindro. Injeção direta de combustível e acelerador eletrônico.

Transmissão: Câmbio manual automático de nove velocidades à frente e uma a ré. Tração 4X2 com engate 4X4, 4X4 reduzida e bloqueio do diferencial. Sistema tração com cinco níveis de ajuste. Oferece controle de tração.

Aceleração 0-100 km/h: 9,9 segundos.

Velocidade máxima: 190 km/h.

Potência máxima: 170 cv a 3.750rpm.

Torque máximo: 35,7 kgfm em 1.750 rpm.

Diâmetro e curso: 83 mm x 90,4 mm. Taxa de compressão: 16,5:1.

Suspensão: Dianteira independente do tipo McPherson, braços oscilantes inferiores com geometria triangular e barra estabilizadora, amortecedores hidráulicos e pressurizados e molas helicoidais. Traseira independente do tipo McPherson, links transversais/laterais, barra estabilizadora, amortecedores, hidráulicos e pressurizados e molas helicoidais. Oferece controle de estabilidade e sistema anticapotamento.

Carroceria: Utilitário compacto em monobloco, com quatro portas e cinco lugares. 4,23 metros de comprimento, 1,80 m de largura, 1,72 m de altura e 2,57 m de entre-eixos. Oferece airbags frontais, laterais, de cabeça e de joelho para o motorista.

Freios: Freio a disco na frente e atrás. Discos ventilados na frente. Oferece ABS, controle de descida e assistência de partida em rampa.

Pneus: 215/60 R17.

Peso: 1.674 kg.

Capacidade do porta-malas: 260 litros. com rebatimento dos bancos: 1300 litros.

Tanque de combustível: 60 litros.

Produção: Goiana, Pernambuco.

Preço inicial: R$ 139.990.

Preço completo: R$ 150.340.

TRÂNSITO LIVRE

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