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Teste: Chevrolet Blazer SS - Elegância familiar

08/04/2019 02:00  - Fotos: divulgação
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Chevrolet Blazer ressuscita como SUV atraente, com bons equipamentos e muito bem feito


por Rubén Hoyo,
do Autocosmos.com
exclusivo no Brasil para Auto Press

Em meados de 2018, a Chevrolet promoveu em Atlanta, no estado da Geórgia, nos Estados Unidos, o lançamento global do novo Blazer. O SUV mede 4,87 metros, mesmo tamanho da TrailBlazer feita no Brasil, e chegou ao mercado para se posicionar entre o médio Equinox e o grande Traverse, que tem mais de 5 metros. A marca norte-americana escolheu adotar um nome já conhecido, que durante os anos 1980 e 1990 gozou de boa aceitação no mercado brasileiro, quando compartilhava a plataforma com a picape média S-10. E raramente se vê uma movimentação tão rápida quanto a da Chevrolet com o novo Blazer, que é chamado por alguns como o Camaro dos SUVs. 

O Blazer 2019 tem visual mais esportivo e agressivo. A frente é a parte que guarda mais semelhanças com o Camaro, com faróis alongados na área superior e grade com acabamento preto brilhoso. O emblema da marca ficou preto, assim como as barras do teto – que se destacam no perfil, junto com as rodas de 20 polegadas com seis raios e em alumínio escurecido. Saia e colunas do carro também recebem acabamento preto brilhante, criando uma percepção de teto flutuante. A traseira é a menos distintiva, com lanternas de led e, é claro, com o preto brilhante em evidência, assim como as duas saídas de escape. 

A aparência extremamente esportiva e claramente inspirada no cupê Camaro não chega a ser acompanhada pelo conjunto mecânico. A construção é muito mais voltada para o conforto e sob o capô da configuração mais luxuosa está um velho conhecido da Chevrolet: o motor 3.6 litros V6 aspirado, que entrega 305 cv e 37,2 kgfm de torque, associado a uma transmissão automática de nove velocidades. Nos Estados Unidos, há opções com tração integral e com tração apenas dianteira. A plataforma é a mesma do Cadillac XT5 e do Chevrolet Traverse.

Por dentro, as portas têm design inspirado, mais uma vez, no Camaro. Detalhes em vermelho aparecem no acabamento e, no centro do painel, aparece uma tela sensível ao toque de oito polegadas compatível com Apple CarPlay e Android Auto. As saídas de ar centrais, assim como no cupê esportivo, são circulares e o ar-condicionado é automático e de duas zonas. Teto solar, assentos dianteiros com ajustes elétricos, carregador de indução, seis portas USB e aquecimento para os bancos estão na lista de itens disponíveis. (Colaborou Márcio Maio/Auto Press)

 

Primeiras impressões

Aquém da aparência

Cidade do México/México – É preciso reconhecer que os designers da Chevrolet conseguiram reinterpretar o Blazer mantendo suas características de SUV, mas empregando com maestria formas agressivas e esportivas típicas de um “muscle car”. A marca até já tentou algo próximo antes, porém com resultado um tanto duvidoso. Caso, por exemplo, da oitava geração do sedã Malibu, que também foi inspirada em alguns elementos do Camaro, mas cujo desenho simplesmente não agradou muito.

Quanto ao trem de força, o V6 oferece bons níveis de resposta, especialmente na faixa intermediária de rotações. Não dá para falar em comportamento esportivo, mas tanto na cidade quanto na estrada há força suficiente para boas arrancadas, retomadas e ultrapassagens. Mesmo no modo mais esportivo, as acelerações podem ser descritas apenas como contundentes. No entanto, o ajuste da suspensão – mais focado no conforto – é o que mais castiga a personalidade esportiva que a nova Blazer poderia carregar. 

A experiência ao volante é boa e fica evidente que a plataforma adotada é capaz de lidar com níveis de força bem maiores. Daí a chance de, no futuro, a Chevrolet decidir desenvolver uma variante SS. Quanto à transmissão automática de nove marchas, há a possibilidade de trocas manuais, mas não há aletas atrás do volante. Mais um detalhe pelo qual seria injusto qualificar o carro como um modelo esportivo. 

Em relação ao espaço interno, viaja-se bem nos bancos da frente. Porém, convém mencionar que a área para cabeça é um pouco limitada, o que pode comprometer o conforto de passageiros mais altos – um preço que se paga pelo desenho exterior afiado. A ausência de um encosto na parte central do banco de trás praticamente faz com que o Blazer seja um modelo indicado principalmente para quatro ocupantes. A versão testada, a RS, tem sete airbags, controle de estabilidade, sensores traseiros, alerta de colisão frontal com indicador de distância, assistente iminente de colisão, alerta de ponto cego, alerta de faixa de pedestres, alerta de detecção de pedestres, alerta e assistência de troca involuntária de faixa e câmera 360°.

O Chevrolet Blazer 2019 atinge um segmento que, até então, tinha recebido pouca atenção das marcas. Seus principais rivais são o Nissan Murano, o Ford Edge e o novo Hyundai Santa Fe. No entanto, o Blazer se diferencia pelas linhas agressivas e esportivas, o que faz com que sua aparência seja, sem dúvida, seu maior trunfo.

TRÂNSITO LIVRE

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